Mestre Nelson Ferreira
1902–1976Referência dos arranjos de frevo, influenciou linhas de baixo para metais.
Baixarias, articulação e técnica pernambucana.
O frevo nasceu nas ruas de Recife, Pernambuco, no final do século XIX. Derivado do verbo ferver — pela energia incandescente que gerava nas multidões —, surgiu da fusão entre dobrados militares, maxixes e a ginga da capoeira. Grupos de capoeiristas protegiam bandas rivais nos desfiles, e desses confrontos nasceu um ritmo único e inconfundível. Em 2012, a UNESCO reconheceu o frevo como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, sob o título Frevo: performing arts of the Carnival of Recife.
A tuba chegou ao frevo pelas bandas militares e civis que percorriam as ruas de Recife na virada do século XX. Como instrumento de baixo, executa as baixarias — linhas sincopadas que impulsionam o passo e sustentam a harmonia da orquestra. No frevo de rua, marca colcheias frenéticas acima de 220 BPM; no frevo de bloco, conduz contracantos melódicos com mais respiração. Nelson Ferreira codificou os arranjos icônicos; Maestro Duda difundiu a técnica de sopro em escolas e bandas de Pernambuco; e a Spok Frevo Orquestra levou a tuba pernambucana para palcos internacionais.
Referência dos arranjos de frevo, influenciou linhas de baixo para metais.
Arranjador e educador, difundiu técnica de sopro em bandas e orquestras.
Atualização contemporânea da linguagem do frevo com protagonismo dos metais.
Bandas urbanas consolidam o uso de tuba como base grave.
Linhas de baixo para tuba passam a dialogar com trombones e saxes.
Novas gerações de tubistas entram no frevo e no carnaval de rua.
Reconhecimento internacional fortalece pesquisa, ensino e memória dos metais pernambucanos.
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